[Resenha] A Seleção
Olá,
Hoje trago a resenha do livro A Seleção, de Kiera Cass que publiquei no Blog Livros e Chocolate Quente. Li e Amei <3
Resenha: A Seleção
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 361
"...Tudo aquilo me dava a sensação de que nem passava pela cabeça da minha família que eu tinha vontade própria. Isso me chateava, mas eu sabia que não ia poder deixar isso claro no futuro. Vontade era um luxo que não podiamos ter. Éramos movidos à base de necessidades". Pág. 39
A Seleção, de Kiera Cass é um livro que comecei a ler sem muita pretenção de me apaixonar pela história, pois não sabia ao certo o que eu iria encontrar, embora já tivesse lido a sinopse. Mas, digo com todas as palavras: Eu-me-enganei! Depois de terminar o livro número I da série, eu me peguei suspirando e querendo ler logo os próximos volumes!
A Seleção, se passa em Illéa, um país jovem, vasto e recém conquistado. Neste país, as classes sociais são chamadas de castas e cada casta possui uma classificação em números, sendo da casta 1 até as casta mais baixas, como 8, 9 e assim por diante, de acordo com o que os antepassados contrubuiram durante a guerra. Em ordem crescente, a casta do 1 ao 4 são castas de meios de vida mais elevados, com profissões mais rentáveis, digamos assim. Das castas 5 em diante, a vida já não é tão fácil.
America Singer, a protagonista faz parte da casta 5.Ela e sua família não chegam a passar fome, mas quase sempre a situação é bem apertada para eles, principalmente no inverno. Sua família vive da arte, ela é música e possui uma paixão/namoro secreto com Aspen. America precisa trabalhar para ajudar nas necessidades básicas da família. Para essa realidade, porém, parece que há uma centelha de esperança quando chega à casa de America uma carta para que ela participe da Seleção, que escolherá entre 35 garotas, a futura esposa do Rei Maxon e a futura princesa de Illéa.
A princípio, America se recusa firmemente à participar da Seleção, ela gosta da vida que possui, embora quisesse ter um pouco mais de renda para realizar todos os seus sonhos, entre eles, seu casamento com Aspen. Porém, com insistência de sua mãe e de seu namorado secreto, ela decide enfim participar do concurso. Ela sabe que se escolhida, tudo em sua vida irá mudar para melhor em questões financeiras, todos da sua família se tornariam da casta Um. Por outro lado, seu coração está apertado, pois não quer deixar Aspen e a vida que poderiam ter juntos.
Mas, ela não esperava que seria uma das escolhidas. E vê o seu mundo desabar de uma hora para outra quando é dado o anúncio no jornal semanal e lá aparece o seu nome. Em sua cabeça, ela é a única que está triste por ter sido uma das escolhidas.
"Não queria ser da realeza. Não queria ser Um. Não queria nem tentar". (Pág.7)
Mas, tudo começa a mudar a partir do momento em que chega a hora de finalmente ir para a casa de Maxon e durante a despedia. Um turbilhão de emoções toma conta de America e algo inesperado ocorre. Algo que faz com que ela mude de ideia totalmente a respeito de Aspen.
E agora? Como seria estar entre 35 garotas desconhecidas, em um ambiente totalmente novo e diferente de tudo o que você já conviveu? E mais, se escolhida, como seria se casar com alguém que nunca havia visto na vida pessoalmente, alguém totalmente estranho? E Aspen? Será que já havia esquecido e a enganado o tempo todo?
Essas e outras questões e pensamentos America sentiu na pele. Ficou atordoada e em sua primeira estadia no Palácio e por causa disso, ocorre algo totalmente inesperado, que nos surpreende. America e Maxon acabam se encontrando e a partir de então, trocam confidências e se tornam ''amigos''.
Coisas mais surpreendentes vão ocorrendo ao virar das páginas, indagações, ansiedades, paixonites, incertezas e a dúvida: Quem será a escolhida?
America é uma forte aliada, mas tudo começa a mudar quando ela percebe que há um novo morador no Palácio e quando se dá conta do que começa a sentir por Maxon e descobre onde é o seu verdadeiro lugar.
Estou completamente apaixonada pelos personagens, pela história e louca para saber o que vai ocorrer em seguida. Claro, tem horas que a vontade que dá é bater em America por sua relutância e teimosia. Mas, talvez sejam essas atitudes dela que nos fazem torcer por sua felicidade. Ela não se passa por outra pessoa, ela é sempre ela mesma.
Recomendo muito a leitura, a autora escreve de um modo de fácil de entender e por isso é muito simples e rápido de ler.
E vocês, já leram? Conta aqui para nós o que acharam ;)
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Beijos,

